
A História das Ruínas
Antes de ser ruína, Paricatuba foi hospedaria, escola, prisão e hospital. Sua história atravessa a economia da borracha, a imigração europeia para a Amazônia e um dos capítulos mais silenciados da saúde pública brasileira: o isolamento compulsório de pessoas com hanseníase. Contar essa história é também um ato de memória — e de respeito por quem viveu cada uma dessas fases.
Linha do tempo
- 1898
Hospedaria de imigrantes
Início da construção do casarão com material importado da Europa, foi erguido para abrigar imigrantes europeus.

- 1906
Inauguração do Casarão
O prédio, conhecido como Belisário Penna, foi inaugurado em 1906 e teve diversas funções ao longo do tempo.

- Início do século XX
Liceu de Artes e Ofícios
O casarão, posteriormente, passou a ser administrado por religiosos franceses, que implantaram no local o Liceu de Artes e Ofícios.

- 1916-1924
Casa de detenção
Ao passar dos anos, o edifício foi utilizado como casa de detenção até a década de 1920.

- 1933
O leprosário
O casarão é entregue à Profilaxia Rural do Amazonas e se torna hospital-colônia para pessoas com hanseníase, segregadas da vida em sociedade.

- 1968
Transferência e abandono
Os últimos internos são transferidos e as edificações começam, aos poucos, a ser retomadas pela vegetação.

- 2015
Patrimônio Histórico Cultural Imaterial
A Vila de Paricatuba é declarada Patrimônio Histórico Cultural Imaterial do Estado do Amazonas — reconhecimento que resguarda não só as ruínas de tijolo, mas a memória viva de quem passou, resistiu e segue contando essa história.

Assista ao documentário e conheça essa história por quem a viveu.
Documentário Vila de ParicatubaEntre memórias, encontros e transformações, o documentário apresenta Paricatuba pelo olhar e pelas vozes de sua própria comunidade. São moradores que compartilham lembranças, vivências e afetos, revelando uma vila que preserva sua história enquanto constrói novos caminhos para o futuro.
