Ruínas de Paricatuba vistas do alto

A História das Ruínas

Antes de ser ruína, Paricatuba foi hospedaria, escola, prisão e hospital. Sua história atravessa a economia da borracha, a imigração europeia para a Amazônia e um dos capítulos mais silenciados da saúde pública brasileira: o isolamento compulsório de pessoas com hanseníase. Contar essa história é também um ato de memória e de respeito por quem viveu cada uma dessas fases.

Linha do tempo

  1. 1898

    Inauguração da Hospedaria

    É inaugurado o edifício que hoje conhecemos como as Ruínas de Paricatuba. Construído inicialmente para funcionar como hospedaria, o espaço marca o início de uma longa trajetória de diferentes usos ao longo da história da vila.

    1905–1914 — Instituto Afonso Pena
  2. 1905–1914

    Instituto Afonso Pena

    O edifício passa a abrigar o Instituto Afonso Pena, funcionando como uma escola agrícola. Nesse período, o espaço assume uma função voltada à formação e ao ensino de atividades ligadas à agricultura.

    1916–1924 — Cadeia e Penitenciária
  3. 1916–1924

    Cadeia e Penitenciária

    Anos depois, o prédio ganha uma nova função e passa a ser utilizado como cadeia ou penitenciária, marcando mais um capítulo das diferentes ocupações que atravessaram sua história.

    1930 — Leprosaria de Paricatuba
  4. 1930

    Leprosaria de Paricatuba

    Tem início a transferência compulsória de pessoas com hanseníase para a Leprosaria de Paricatuba. O antigo edifício passa, então, a fazer parte de um dos períodos mais marcantes e sensíveis da história da vila, deixando memórias que permanecem presentes nas narrativas de antigos moradores e famílias da comunidade.

    1968 — Início das transferências para a Colônia Antônio Aleixo
  5. 1968

    Início das transferências para a Colônia Antônio Aleixo

    Começa o processo de transferência dos pacientes de Paricatuba para a Colônia Antônio Aleixo, em Manaus, iniciando uma nova etapa na história da antiga leprosaria.

    Década de 1980 — Os últimos pacientes
  6. Década de 1980

    Os últimos pacientes

    Mesmo após o início das transferências em 1968, o processo se estendeu por muitos anos. Na década de 1980, ainda ocorria a saída dos últimos pacientes da antiga Leprosaria de Paricatuba para a Colônia Antônio Aleixo.

    Década de 1980 — Escola Santa Terezinha
  7. Década de 1980

    Escola Santa Terezinha

    Na mesma década, uma parte do antigo edifício ganhou uma nova função. A Missão Pistóia reforma parte da estrutura para receber a Escola Santa Terezinha, que passa a atender a comunidade e permanece em funcionamento no local até 1995.

    1995 — Encerramento da Escola Santa Terezinha
  8. 1995

    Encerramento da Escola Santa Terezinha

    Após anos fazendo parte da vida de crianças e famílias da vila, a Escola Santa Terezinha encerra suas atividades no antigo prédio. O espaço permanece como testemunho das muitas histórias vividas entre suas paredes.

    1999 — Chegada da energia elétrica
  9. 1999

    Chegada da energia elétrica

    A chegada da energia elétrica à Vila de Paricatuba representa uma importante transformação no cotidiano da comunidade, trazendo novas possibilidades para as casas, os pequenos negócios e a vida dos moradores.

    2015 — Patrimônio Histórico Imaterial
  10. 2015

    Patrimônio Histórico Imaterial

    Em 17 de novembro de 2015, a Vila de Paricatuba é reconhecida como Patrimônio Histórico Imaterial do Estado do Amazonas — reconhecimento que resguarda não só as ruínas de tijolo, mas a memória viva de quem passou, resistiu e segue contando essa história.

    1898 — Inauguração da Hospedaria

Assista ao documentário e conheça essa história por quem a viveu.

Entre memórias, encontros e transformações, o documentário apresenta Paricatuba pelo olhar e pelas vozes de sua própria comunidade. São moradores que compartilham lembranças, vivências e afetos, revelando uma vila que preserva sua história enquanto constrói novos caminhos para o futuro.

Interior das ruínas
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